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Olá a todos:
Para já, os meus parabéns ao Vítor Génio pela nova página da Associação. [Votos extensivos ao Luís Cerqueira que produziu o site.>
Aproveito para desejar o maior sucesso, para o próximo triénio, aos novos Órgãos Sociais, em especial, à nova Direcção liderada por um grande Técnico de som, companheiro, amigo e conhecedor da actividade, o Vítor Génio, cuja tarefa, de levar a bom porto os destinos da ATSP, não é nada fácil no sentido que ainda há muito por conquistar. Um abraço aos meus (novos) amigos Fernando Abrantes e Bruno Gomes e que o trabalho deles também seja bastante positivo na Direcção.
Aproveitando a (boa) onda da última Assembleia Geral, poderíamos abrir já aqui a discussão com um assunto de grande interesse para todos nós, a Carteira Profissional, o reconhecimento e a valorização da nossa profissão. Fica aqui a minha opinião, apenas como associado da ATSP:
O interesse na acreditação da profissão, seja ela a tempo inteiro ou em part-time, revela-se de extrema importância a todos os níveis e que já discutimos em anteriores encontros. O melhor exemplo daquilo que queremos para nós, num futuro tão próximo quanto possível, é a dos Técnicos Oficiais de Contas. Também eles, no passado, não tinham regulação e qualquer pessoa podia ser contabilista. Por mérito deles, hoje a actividade contabilista está regulamentada e muito bem definida.
Também nós, na actividade como técnicos de som, temos de estar regulamentados. Temos que saber, é o mínimo, o que estamos a fazer. Em concertos ao vivo (qualquer que seja o espectáculo) podemos estar a interferir directamente na saúde dos espectadores (indirectamente, é óbvia essa interferência). Não está (só) em causa se a "banda" está a soar bem nas caixas acústicas, se as guitarras estão bem captadas, se o PA está fasado, etc. está em causa, sim, se o técnico sabe o que está a fazer... pela saúde das pessoas. E quantas vezes nós vemos que isso não acontece...
Também eu acho que o som é e/ou tem que ser, na maioria das vezes, objectivo. Reparem no que disse atrás, se o som interfere negativamente na saúde dos espectadores de um qualquer concerto, é fácil concluir que o som não está bem feito, que está horrível, que é mau, prejudicial, etc... É também com valores objectivos que devemos regulamentar todo o nosso sector e deixar a subjectividade para um plano pessoal, que dará necessariamente a visibilidade e a capacidade artística do técnico de som. Mas antes desta, a objectividade tem que ser evidente.
Toda a nossa actividade está regulamentada no Código Deontológico, que apesar de ser adaptado, está muito bem construído e é um dos garantes da nossa profissão. Assim, sou a favor de uma cada vez mais completa seriação na escolha de novos associados, na continuação do rigor dos actuais exames teóricos (que o são), na fundamental parceria APEA/AES, na criação de uma suficiente e eficaz parte prática a ser discutida aqui neste fórum e, finalmente, uma maior discussão técnica de vários assuntos quer aqui quer nos nossos encontros.
Por fim, dizer que as categorias da Carteira Profissional estão muito bem distribuídas e que um técnico de som tem que estar apto para as mudanças que a vida profissional lhe proporciona. Ou seja, se sou técnico de som ao vivo posso, com estudo e prática, ser mais tarde um bom técnico de estúdio ou de rádio. Para isso, tenho que ser objectivo naquilo que faço, tenho que ser humilde na minha profissão e mais importante, tenho que me adaptar e ter coragem de aprender com todos os outros colegas.
Fico à espera de mais ideias sobre a Carteira Profissional.
Abraço a todos. Muito e bons trabalhos para 2007.
André Moutinho – sócio nº 16
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